Ontem, logo pela manhã, recebi um telefonema inesperado. Era a minha ex-patroa a dizer que se não fosse buscar o dinheiro até ao final do mês - porque precisa de apresentar contas onde foi gasto - fazia a transferência pela empresa em meu nome, passando pelas finanças, o que certamente me iria fazer descontar ou algo do género, não percebo muito do assunto. Como ainda estava na cama, não atendi, até que acabou por deixar mensagem de voz que o meu telemóvel inteligente passou para sms - não, não sabia que fazia isto! Quando me levantei, respondi por mensagem escrita - depois do que se passou a última coisa que queria era falar com ela - que ainda estava na terrinha, uma vez que estamos à espera que a minha sobrinha nasça e como não tenho nada em Lisboa, apenas vou se me chamarem para alguma entrevista, pelo que se não se importasse o meu pai poderia passar lá. Assim que enviei liga-me, toda calminha, como se nada se tivesse passado, a perguntar pela minha irmã e pela minha sobrinha e a dizer que continuava nossa amiga e que a porta dela estava aberta para o que eu precisasse, que se quisesse ir dar apoio aos meninos podia ir e que o meu pai podia passar lá para ir buscar o dinheiro, bastava dizer quando.
Fiquei de queixo caído. Não pediu desculpa, mas pela conversa foi uma forma de se desculpar. Já com o meu pai a conversa foi a mesma e, para ele eu não volto a pôr lá os pés. Quem fez o que fez sabendo já em que condições eu ía, não sei se as coisas não voltariam a acontecer da mesma forma. Para a minha mãe e para a minha avó, estamos em tempos de crise e ir para lá - na opinião delas agora - já era muito bom. Estou com o meu pai, neste momento, apesar de que não quero dizer nunca, porque nunca sabemos o dia de amanhã. Mas que estou magoada e sentida com ela estou e ainda ontem lho disse, pelo que tão depressa não é um assunto a ponderar. De qualquer forma, fiquei agradecida por se ter "desculpado" e estar disposta a aceitar-me lá de novo, e por me ter pago o mês todo, quando só deveria ter recebido metade. Fiquei surpreendida, porque já não contava de todo com o dinheiro que me fazia tanta falta, mas também tenho o meu orgulho. Pelo menos o assunto ficou esclarecido de vez e já não me está entalado na garganta nem se recente no meu corpo e estado de espírito que, à conta disto, andei duas semanas a bater mal.
[já vou poder comprar os meus óculos graduados que bem preciso!
penso que aumentei a graduação e os atuais estão partidos e todos os dias os tenho de apertar que os parafusos já estão folgados]
penso que aumentei a graduação e os atuais estão partidos e todos os dias os tenho de apertar que os parafusos já estão folgados]
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Opa eu às vezes acho que este mundo cada vez tem mais pessoas bipolares... Foi bom ela ter-se "desculpado" mas depois de tudo o que disse e fez era o mínimo... E eu acho que fazes bem em tão cedo não ir. Se não te faz bem não vale o esforço, pelo menos para já. Força*
ResponderEliminarOlha ao menos isso :)
ResponderEliminarE pensamento positivo, que algo melhor há-de aparecer !!
Ela teve uma boa atitude e quanto à tua decisão não te condeno! Nos dias de hoje devemos aproveitar todas as oportunidades que no aparecem, mas valerá o dinheiro a pena por um trabalho em que uma pessoa não se sente bem? Desejo-te a maior sorte do mundo!
ResponderEliminarLi**
Ao menos agiu bem agora, apesar de não ter sido um pedido de desculpas como deve de ser já foi alguma coisa.
ResponderEliminaras minhas anda não pagaram :s desde novembro... quando comprares os óculos pergunta se fazem extensão da garantia... dá sempre jeito
ResponderEliminarOpá agiu bem, mas também me parece que o fez por "medo" do teu papi... ;)
ResponderEliminarEla não fez mais do que o seu dever. Finalmente teve um pingo de bom senso. Beijinhos
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