julho 16, 2014

Para os futuros universitários


Como já vi muitas meninas preocupadas com a entrada na faculdade - seguindo a ideia da A. - e a quererem saber mais sobre o tema, decidi contar a minha experiência e mostrar a minha perspetiva, até porque opiniões nunca são de mais. Começando pelo dilema pública ou privada, digo-vos que andei numa privada, uma vez que não tinha média para uma pública mas, essencialmente, por ser a mais reconhecida em Lisboa na área de Psicologia, pelo que foi a minha primeira e única escolha. Muitos dizem que nas privadas facilitam a vida aos alunos relativamente à pública, concordo e não concordo. É como em tudo, existem professores mais acessíveis, assim como, existem professores que parecem que só o querem ser para dificultar a vida aos alunos. Apanhei ambos. E daí que a minha opinião não seja assim tão linear no que toca a facilitismos.

Depende muito dos professores que apanharem e não da instituição em si, por isso vos digo para escolherem a faculdade de acordo com a vossa preferência e não em termos de estatuto. É verdade que universidade ou faculdade é um nome muito mais pomposo do que ensino secundário ou mesmo básico, mas desenganem-se, o nome é só mesmo para vos meter medo porque, na realidade, não deixa de ser mais uma escola e de ser o seguimento do ensino secundário mas com mais responsabilidades. Sim, porque no secundário muitos dos professores ainda andam atrás de vocês para estudarem e fazerem os trabalhos de casa para levantarem as notas, muitas vezes ditam os apontamentos, mas na faculdade a conversa é outra. Se querem realmente frequentar uma universidade têm apontamentos para tirar e prazos para cumprir e ninguém vai andar atrás de vocês para saber se o fazem ou não.

Se não forem vocês a estar atentos, quando derem por isso estão chumbados a uma cadeira - é mesmo para vos assustar, no entanto, não deixa de ser uma verdade - nunca me aconteceu, mas é de estarem atentos. E caso não cumpram prazos, os professores não vão querer saber das vossas desculpas para os atrasos. Claro que existem sempre exceções e que possivelmente vão encontrar professores que além de bons naquilo que fazem, são simpáticos, acessíveis e preocupados com os alunos e até ainda organizam jantares e coisas do género. Se tiverem sorte ainda trocam números de telemóvel - sim, existem professores realmente disponíveis para o que precisarem e não é só para terem o vosso número, é porque realmente gostam de ajudar os alunos. Não me aconteceu na Licenciatura mas no Mestrado sim.

Descrevendo por fim um pouco do meu percurso académico e das cadeiras que tive, posso dizer que o primeiro ano passou a correr, por tudo ser uma novidade e ser o início de uma nova etapa, estudar realmente o que queria estudar e seguir no futuro. O segundo ano já não correu tão bem - dizem que é o pior ano de qualquer curso e, no meu caso, posso confirmá-lo - fiquei com várias cadeiras em atraso e comecei a ter dúvidas sobre se seria o curso certo para mim, uma vez que me deparei com cadeiras que mais pareciam para preencher o horário do que propriamente para nos formarem e prepararem para a nossa vida futura. Já no terceiro ano, as coisas endireitaram-se, fiquei novamente animada com o curso por ter cadeiras mais direcionadas para as várias vertentes da Psicologia, fazendo com que finalmente escolhesse a área que queria seguir.

Ao entrar para a faculdade tencionava enveredar pela área educacional, no entanto, com o decorrer dos anos e à medida que ía conhecendo as várias vertentes, cheguei a duvidar da minha inicial intenção e ponderar outras áreas - clínica, criminal e social e das organizações. E apenas a um passo de escolher o Mestrado me decidi pela última vertente, da qual não me arrependi. Porém, sinto que o curso foi muito teórico - e já tive a oportunidade de o confirmar com diversas pessoas - e muito pouco prático, nem mesmo as aulas práticas eram suficientes. Relativamente ao Mestrado, o primeiro ano foi focado no aprofundamento da área de estudo e o segundo foi dedicado apenas ao estágio curricular com a duração de três meses - única componente prática do curso - e à elaboração da tese. Espero que vos tenha sido útil!

16 comentários:

  1. Adorei ler! Podias falar mais um bocadinho sobre a área, é uma coisa que tenho bastante curiosidade :)

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  2. Sempre tive interesse pela Psicologia mas não cheguei a colocar essa hipótese quando me candidatei à universidade :)

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  3. Este post ajudou imenso :) Adorei!

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  4. Podias falar um bocado dessa área, embora goste bastante e seja uma coisa que eu adorasse seguir, acho que está muito congestionada.

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  5. Acho exactamente o mesmo que tu no que toca aos professores e ao dilema privada vs pública, também ando numa privada e já apanhei de tudo.

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  6. Psicologia é uma área que sempre me cativou apesar de não ter ponderado essa hipótese quando me candidatei ao ensino superior (não sei porquê)!

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  7. Este post será muito últil a muitas meninas de certeza

    Sónia
    Taras e Manias

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  8. Obrigada :) Vai ter mesmo de ser bastante vigiada e, como professora do primeiro ciclo, acredito que brevemente meta baixa, para o bem dos dois.

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  9. Já estou como tu: o meu segundo ano foi terrível, até dúvidas existenciais me levantou eheh mas depois tudo se resolveu e agora sou licenciada com mérito :D não sei se irei optar por mestrado ou uma pós-graduação mas no geral concordei com tudo o que disseste. As diferenças nunca estão no nome da instituição académica que se escolhe pois dentro de todas as faculdades há professores de todos os gostos e feitios. Acho que estivermos bem connosco conseguimos estar bem com tudo o resto, até mesmo com aqueles professores que só dá vontade é de lhe dar um estalo a ver se deixa de ser tão mau!

    Beijinhos,

    P'

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  10. r: obrigado fofinha *
    espero mesmo ter sorte :p

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  11. Fico mesmo contente. Obrigada.

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  12. Bom post decerto que irá ser útil a quem está nesse dilema ;) Quanto à lista, é uma coisa boa eu sabia o que lhe oferecer mas o meu orçamento não mo permite xD

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  13. Foste uma ajuda tão grande... Continua a escrever, mais, mais! xD Eu estou terrivelmente indecisa entre Fisioterapia e Psicologia e não consigo simplesmente decidir-me!

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  14. É ótimo ler este tipo de post. Ajuda-nos muito

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