março 12, 2015

Crónicas da vida por cá #18


É verdade, o tempo e a paciência para me dedicar ao blogue tem sido pouco. Há um mês que a minha vida tem sido trabalho casa - casa trabalho durante a semana e terrinha todos os fins de semana que me sabem sempre a pouco com o meu mais que tudo. Passado este tempo, tudo o que escrevi relativamente ao que estou a fazer mantem-se. Entretanto algumas coisas alteraram-se um pouco, como o ambiente da empresa e a formação mais ou menos subtil de grupos. O ambiente divide-se entre dias maus e muito maus, muito por causa da formação de grupos. Piorou devido à saída de uma colega que estava na receção e a mesma desde a semana passada tem sido dividida entre mim e mais duas das pessoas que há menos tempo estão na empresa. Ou seja, existe o grupo das que estão há mais tempo e por isso têm uma certa mania e as que estão há menos tempo. De certa forma, já nem é algo que me incomode muito, até porque se no meio disto tudo resultou algo de bom foi a minha relação com mais três ou quatro colegas. Temos um grupinho fixe e o resto é conversa. O ambiente da empresa é mau, mas o trabalho vai-se fazendo, conversa puxa conversa e quando damos por isso está na hora de saída. Os meus dias têm sido passados entre a receção e a minha sala e, de facto, até admito que me tem ajudado a passar mais o tempo, uma vez que a minha relação com a minha orientadora não é grande coisa. 

Ainda hoje cheguei a horas para poder sair à hora e quando estava para sair sugeriu-me que fosse dar uma palavrinha ao chefe só por causa das coisas. Obviamente não fui, porque acho que não tenho nada que estar a dar satisfações se cumpro as minhas oito horas de trabalho por dia. Mas para as mentalidades dos meus diretores, é bonito e fica bem é os colaboradores entrarem cedo, se possível até antes das nove e saírem quanto mais tarde melhor. Hoje foi dos poucos dias que consegui sair às seis em ponto e porque de manhã avisei logo que teria de sair à hora dado que tinha coisas marcadas, o que era verdade. Nunca me disseram nada relativamente aos horários - a não ser uma ou duas vezes que cheguei um pouco depois da hora, mas no final do dia também compensei - mas penso que se algum dia me chamarem a atenção por estar a sair a horas, que é como quem diz às seis, tendo entrado às nove e cumprido tudo o que tinha para cumprir - isto é, deixar o trabalho todo feito, coisa que faço sempre porque não gosto de deixar coisas pendentes - ainda os relembro de que existem países, em que se o colaborador ficar depois da hora de saída é considerado mau, uma vez que significa que não consegue cumprir o seu trabalho, dentro do horário estipulado para trabalhar. 

Nem é preciso ir tão longe, o namorado de uma colega trabalha numa empresa em que tem de justificar o porquê de sair depois da hora, à semelhança do que se passa em outros países. Realmente a mentalidade dos portugueses deixa muito a desejar. E eu, contrariamente à minha orientadora, gosto de despachar o trabalho - no bom sentido, é claro - não gosto de fazer só porque sim, até porque sou bastante perfecionista, nem gosto de andar a engonhar e ficar lá até às oito se for preciso. E é uma das coisas que não gosto nela. Eu dependo dela, do que me dá para fazer e se não for eu a andar sempre em cima para me dar trabalho, se for preciso às seis e meia ainda me está a pedir coisas quando eu já as poderia ter feito muito antes se ela mo dissesse. Coisas da vida. Agora a prioridade é encontrarmos uma rececionista - coisa que não me parece que aconteça tão depressa porque os diretores também não têm pressa nenhuma, uma vez que esta semana apenas tiveram entrevistas dois dias e nenhuma das candidatas dava por considerarem "muito fraquinhas" - e quem se lixa somos nós que para além de termos de fazer o nosso trabalho, também temos de estar na receção, sem recebermos mais por isso. Estão é muito mal habituados. E hoje, fiquei a saber que um colega é da mesma terrinha que eu, o mundo é mesmo pequeno!

3 comentários:

  1. Bem, espero que as coisas melhorem querida :)

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  2. Por cá, infelizmente há muito essa mentalidade. O ter que entrar à hora certa, mas sair, já não é bem assim. Quase, como se ficasse mal, sair às 18 em ponto, o que não faz qualquer sentido, tendo cumprido o horário. E não é por se fazer mais horas, que se é mais produtivo, muito pelo contrário...

    Beijinho*

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  3. No meu local de trabalho também me deizem que tenho que perguntar à chefe, ou neste caso à gerente de loja se posso sair, isto quando cumpri o meu horário -.- acho um absurdo .

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