outubro 03, 2014

Crónicas da vida por cá #6


Trabalhar cansa. É verdade! Há muito tempo que já não estava habituada a ter de me concentrar durante tantas horas seguidas sobre um mesmo assunto e não sabia o que era acordar e deitar cedo, mas acreditem, apenas em três dias o meu corpo habituou-se... não ao acordar cedo - que me parece difícil de conseguir - mas à parte do deitar cedo que para mim não é uma obrigação, passou mesmo a ser uma necessidade. O problema é que amanhã já se mete o fim de semana e estraga-me já o esquema do deitar cedo e cedo erguer, mas segunda-feira ajustamos contas. Não posso dizer que estou a adorar o estágio, mas também não estou a detestar. A empresa é relativamente pequena, parece-me em expansão, somos apenas 5 pessoas, todas mulheres, na delegação de Lisboa - duas estagiárias, a chefe e duas colaboradoras - mais a sede que fica em Odivelas e não sei ao certo quantas pessoas emprega. Tem uma cultura bastante descontraída e flexível, ainda que num baixo nível ouvimos música todo o dia enquanto trabalhamos, fazemos pausa quando queremos mas não abusamos e usamos um vestuário normal, desde que não apareçamos de leggins e havaianas. 

Posso dizer que são todas bastante simpáticas e isso nota-se perfeitamente no ambiente. Inicialmente não sabia que seriamos duas estagiárias e quando a vi entrar pela porta confesso que não achei muita piada porque senti que me poderia roubar o lugar, mas depressa esse pensamento descabido se desvaneceu e até me está a parecer bastante bem sermos duas. Ela é super simpática, damo-nos bem - descobrimos que andámos na mesma faculdade, conheciamo-nos de vista - ajudamo-nos e sempre podemos trocar impressões sobre o trabalho e ter companhia para almoçar e passear. Estamos perto da Gulbenkian e ela mora naquela zona também, pelo que costumamos lá ir almoçar. E por falar em almoço, tivemos de comprar um termo porque a empresa, imaginem, não tem microondas nem frigorífico! Não podia ser tudo bom não é verdade? Estes dias temos passado a vida a ver currículos e a fazer triagem curricular - já deito currículos pelos olhos - porque temos de perceber bem o tipo de perfil que chamam para as entrevistas e selecionam para trabalhar. No primeiro mês já sabemos que será basicamente esta a nossa função, portanto já estamos mais ou menos mentalizadas. 

Não estou mentalizada nem se quer com a mínima paciência é para a mentalidade do meu pai. Eu bem o avisei que quando começasse a trabalhar não podia passar a vida a ver e-mails, a responder e a ligar para ele a dizer se tinham enviado alguma coisa ou não, até aqui tudo bem. O problema é quando chego a casa, mais precisamente hoje, assim que cheguei às 19h - hora normal, - diz-me logo para ligar o portátil e mostrar-lhe o que tinham enviado - coisa que eu já lhe tinha comunicado à tarde. Disse-lhe para esperar. Uma vez que passo o dia inteiro em frente a um computador e não é a brincar, chego a casa e obviamente o que menos me apetece é olhar para outro, portanto fui deixar as minhas coisas ao quarto, fui lanchar e arrumar a mala porque supostamente vamos hoje para a terrinha e eu ainda não tinha nada arrumado, não me sentei para realizar nenhuma das atividades, atenção. Entretanto a minha mãe liga ao meu pai e começa ele aos berros, basicamente disse que havia tempo para tudo menos para o ajudar e que tenha ele tudo resolvido e vamos ver o que ele vai fazer e que só nos lembramos dele quando precisamos e outras pérolas destas que sei perfeitamente que é conversa para entrar e sair por um ouvido. 

Não tenho paciência para isto, se nós precisamos dele acredito que ele precise bem mais de nós, uma vez que não sabe fazer nada, e quando digo nada é mesmo nada, nem ao trabalho de aquecer o leite de manhã no microondas se dá e a minha mãe é que se levanta para o fazer, já para não falar que precisa de uma secretária - eu - para tudo o que tenha a ver com computadores que nem se dá ao trabalho de querer aprender. Portanto estamos assim e espero que o fim de semana seja mais calminho, com um sol maravilhoso de preferência e que tenha tempo para repôr energias e pôr em dia a leitura dos vossos blogues que sei que anda em falta. Como disse, não tenho tido muita paciência para escrever - e pelos vistos quando escrevo, escrevo tudo de uma vez, desculpem o testamento - mas sempre que posso gosto de deixar registado o que me vai acontecendo. Espero que me continuem a visitar, também já sinto a vossa falta! Desejo-vos um bom fim de semana *

12 comentários:

  1. Oh, como eu sei o que é ter um pai assim! E o meu ainda é pior pois nem sequer me fala à imenso tempo só porque eu o fiz ver que ele não está acima de tudo e de todos... Mas pronto, há que ter paciência :)
    Espero que as coisas no teu estágio continuem a correr bem*

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    1. É preciso ter mesmo muita paciência Sophie! Obrigada :)

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  2. Tenta ter calma com o teu pai, embora saiba que é difícil, é o melhor não haver problemas.
    Felizmente o meu pai não é assim e até é bastante compreensível, só tem um defeito, é muito preguiçoso e quer empregadas (eu, a minha mãe e a minha irmã) para tudo. =)

    Que o estágio continue a muito bem

    Beijinhos*

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  3. O meu pai com os e-mails é igual! Mas pronto, tem de ser tb.
    Fico contente por estares a gostar, mais ou menos do estágio assim como teres um bom ambiente de trabalho. Espero que corra tudo bem! :)
    Bom fim-de-semana Ana*

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  4. Eu nem vou falar do tipo de homem que o teu pai parece ser querida... Acho que prefiro ficar calada. Digamos que ao ler o que escreveste dele me recordei inúmeras vezes do meu sogro e acredita que não sou fã do meu sogro...

    r: a sério? :) que coincidência... É mesmo giro fazermos os mesmos meses de namoro no mesmo mês eheheh sim, também prefiro TVD, qual é o teu Salvatore preferido? (vamos lá ver se até nisso somos parecidas eheh)

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    1. Sim, que coincidência :) o meu preferido é o Stefan, acho-o super parecido com o meu namorado! :D

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  5. Ainda bem que o estágio está a correr.
    Já o teu pai parece um puto mimado e estou para ver como vai ser quando saíres de casa. O melhor é mesmo ignorares essas conversas, que parecem-me ser recorrentes.

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